sexta-feira, 12 de maio de 2017

A primeira carta de amor

Feliz Dia das Mães a todas!!!

Desejo de todo meu coração que nossas famílias sejam cheias da graça de Deus, testemunhando o Seu poder a outros, como a Família de Nazaré. Que o Espírito Santo, pela intercessão de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, nos dê sabedoria e discernimento, nos ilumine e dirija nossos passos, de modo que nossos planos estejam sempre de acordo com a vontade Dele. Que nós mães sejamos moldadas no amor de Deus para que, a exemplo de Maria, sejamos doces, amorosas, pacientes e equilibradas. Que o amor de nossas famílias seja sem medidas e que busquemos sempre a fidelidade ao sacramento do nosso matrimônio, a mútua compreensão, a comunhão de vida e o crescimento na fé. Em especial, àquelas que ainda gestam seus filhos em seus corações, aguardando a chegada do seu “milagrinho”, desejo que Deus lhes dê fortaleza e perseverança para esperar Nele essa graça. Amém!

A primeira carta de amor: Quando completou um ano da chegada do Gabriel fizemos uma festinha com os amigos mais próximos a qual denominamos de “Ação de Graças” e cada um escreveu uma cartinha para ele, foi um momento muito especial. Assim, compartilho com vocês a primeira carta de amor que escrevi para meu filho, espero que gostem.

Filho,
Eu poderia começar falando sobre os longos e árduos anos que ficamos à sua espera, porém, a primeira coisa que aprendi com sua chegada é que uma mãe esquece as dores do “parto” ao lançar um simples olhar sobre seu bebê.
Bom, a semana da sua chegada foi a mais surreal da minha vida, um turbilhão de emoções indescritível, eu e seu pai sequer dormimos naqueles dias, mas alguns momentos, em especial, ficarão para sempre gravados na minha alma: aquele telefonema dizendo que havia um bebê à nossa espera e que seu nome era GABRIEL, que significa “o enviado de Deus”; você se jogando nos meus braços e me pegando totalmente desprevenida em nosso primeiro encontro, como se também me esperasse; o seu pai dizendo “é ele né, amor, é ele o nosso filho?!”; a primeira vez que você dormiu em meus braços na nossa casa e fiquei horas te contemplando, e louvando a Deus pela perfeição de cada detalhe; a emoção do meu avô quando te conheceu na comemoração do aniversário dele (que virou o seu Chá de Bebê... kkk); minha conversa com Nossa Senhora do Perpétuo Socorro no seu Batizado etc. Mas se eu tivesse que escolher um único momento certamente seria quando fomos buscá-lo, que entramos no carro, fechei a porta, e, quando virei, você olhou dentro dos meus olhos com um olhar muito profundo, que nitidamente continha o mesmo turbilhão de emoções, dúvidas, medos e expectativas que o meu, mas que também tinha a mesma certeza: de que éramos mãe e filho, que Deus tinha nos feito um para o outro, e que daquele dia em diante nossas vidas nunca mais seriam as mesmas.
Você já me tratava como mãe, já me distinguia de todas as outras pessoas do mundo, até mesmo das que sempre cuidaram de você... o vínculo e a intimidade não se construíram, foi como se sempre existissem.
Desde o primeiro dia o que mais me surpreende é a força do Espírito Santo que há em você, você tem um olhar, uma alegria, uma doçura, uma compreensão das coisas, uma percepção tão sutil de tudo que é impossível não sentir a presença de Deus em você e isso me inebria.
Que força tem o amor!!! Nossas vidas se transformaram, eu me transformei, tanto que é difícil até saber o que sobrou da “Antiga Eu”. Você é minha cura, fez de mim uma pessoa melhor, mais forte, mais paciente, mais equilibrada, mais completa, mais feliz, você fez de mim MÃE e não existe nada mais sublime.
Louvo a Deus com o coração derramado em amor e gratidão. Prometo dedicar cada um dos meus dias a ser digna desse milagre e a amar, cuidar e educar esse anjo que o senhor nos confiou!!!
Te amo, filho! “Te amo além do que o amor é capaz de amar.”
Mamãe


Trem Bala (Versão Dia das Mães)

Eu sei que essa música explodiu de tal forma que todos provavelmente já a ouviram, porém, sinto que preciso registrá-la no meu blog, afinal, eu (como acredito que todas as mães... kkk) sinto que ela foi escrita para mim, em especial o trecho que diz “você me segurou no colo, sorriu, entendeu realmente o que era amar e eu desde o primeiro dia tão pequena já soube que em ti podia confiar”, esse verso traduz exatamente o que eu senti ao escrever “A primeira carta de amor”, meu próximo artigo.
Compartilho com vocês e espero que gostem.

Trem Bala (Versão Dia das Mães) - Ana Vilela

Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre desde cedo aprender a reconhecer a sua voz
É sobre o amor infinito que sempre existiu entre nós
É saber que você está comigo nos momentos
que eu mais preciso pra me acompanhar
Então fazer valer a pena
cada verso daquele poema sobre o que é amar

Não é sobre chegar no topo do mundo e saber que venceu
É ver que você me ajudou a trilhar cada caminho meu
É sobre ter abrigo e fazer morada no seu coração
E se eu precisar você sempre irá estender sua mão
A gente já passou por tudo
qual seria a graça da vida sem você aqui
Pra ser o meu porto seguro
o presente que a vida me deu logo que eu nasci

Não é sobre tudo o que seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento que juntas podemos passar
Contigo aprendi que o mais importante é ser do que ter
E pelo que eu me tornei só tenho a te agradecer

Você me segurou no colo, sorriu, entendeu
Realmente o que era amar
E eu desde o primeiro dia tão pequena
Já soube que em ti podia confiar

E eu desde o primeiro dia tão pequena
Já soube que em ti podia confiar


terça-feira, 9 de maio de 2017

Meu maior milagre

Minha última publicação foi em maio de 2012 e muita coisa aconteceu desde então, foi uma longa caminhada com vários episódios que acredito sinceramente que valem a pena serem compartilhados. Como já mencionei, o propósito do blog é converter em artigos o que escrevo no meu diário, e pretendo fazê-lo, porém, sinto que não posso mais adiar o testemunho do meu maior milagre, especialmente pela proximidade do Dia das Mães. Assim, como cheguei até esse ponto e o que aconteceu após, serão temas de outros artigos.
Fazia 4 anos e meio que eu tentava engravidar sem sucesso, foram inúmeras consultas, exames, cirurgias, ciclos acompanhados de indução de ovulação, duas inseminações artificiais, com um prognóstico cada vez mais pessimista e cada teste de gravidez negativo era um verdadeiro luto.
Foram incontáveis novenas, cercos de Jericó, retiros, grupos de oração e missas, muitas vezes diárias, mas, apesar da minha fé permanecer firme, o desgaste físico, emocional e financeiro (motivo pelo qual eu trabalhava em dois empregos há anos) cobrou seu preço e em agosto de 2012 eu adoeci, um quadro grave de síndrome do pânico que me obrigou a me afastar do trabalho e me debilitou a tal ponto que por muito tempo duvidei que fosse possível eu voltar a dominar as mesmas habilidades de antes.
Em novembro de 2013, após um ano e três meses de tratamentos, meu estado de saúde ainda era bastante delicado e eu me sentia presa numa realidade paralela vendo a vida passar num borrão. Foi nesse contexto que o momento mais mágico da minha vida aconteceu!!!
Dia 25/11/2013 recebi a tão esperada ligação com a notícia de que um bebezinho de 6 meses nos aguardava para adoção. Só de ouvir a palavra “bebezinho” já desatei em lágrimas porque são raríssimas as adoções de bebês nessa idade, tanto que eu imaginava que seria uma criança de mais de 3 anos.
Estávamos na fila há quase 4 anos e pensávamos seriamente em desistir devido minha saúde, mas os desejos de Deus são diferentes, enquanto nós pensávamos, Ele agia. O nome dele: GABRIEL, que significa “o enviado de Deus”! Esse foi um dos sinais que Deus nos deu de que devíamos aceitá-lo de coração aberto.
A conversa que tive com meu esposo nesse dia ficará gravada para sempre em minhas mais lindas lembranças, pois tenho certeza de que naquele momento me apaixonei ainda mais por ele que provou novamente ser o homem com um coração lindo, cheio de amor e de fé que Deus destinou a mim. Foi dele o “sim” que mudou nossa vida, afinal, eu não tinha condições de garantir que ficaria bem, afinal, eu poderia melhorar repentinamente pela realização desse sonho ou piorar devido as grandes mudanças que viriam com ele, como também poderia continuar lutando e vencendo a doença dia após dia, como de fato aconteceu.
Os medos eram enormes, as preocupações infinitas, minha saúde precária, não tínhamos absolutamente nada preparado para chegada dele, afinal, nossos 9 meses de gestação foram apenas dias, porém, decidimos nos lançar nas mãos de Deus e de nossa mãe, Maria, ela melhor do que ninguém entende o que eu estava sentindo.
No dia 27/11/2013 comparecemos à Vara da Infância para uma entrevista (tremendo, suando frio e com o coração quase saindo do peito). Foi o dia mais surreal de toda minha vida! A entrevista foi um sucesso, demos entrada no processo de adoção e pedido de guarda provisória, fomos conhecê-lo, sem que eu percebesse, a cuidadora o trouxe e ele se jogou nos meus braços, nos apaixonamos imediatamente (ele era lindo e de cabelos cacheados, como um anjo). Fizemos um pedido de autorização para viagem porque no dia 27/11/2013 era aniversário do meu avô e eu sempre sonhei em presenteá-lo com um bisneto, o juiz autorizou. Conclusão: Dia 28/11/2013 o Gabriel veio para casa, dia 29/11/2013 fomos para o Paraná, onde comemoramos o aniversário do biso com um chá de bebê e no dia 01/12/2013 conseguimos batizá-lo, por graça de Deus, com a presença de toda nossa família derramada em emoção (os padrinhos são nossos cunhados), um verdadeiro turbilhão de acontecimentos.
Nem sei descrever o que senti, além do medo absurdo, claro, e da emoção imensurável de SER MÃE. Foram anos de muito sofrimento, muita luta, mas, sobretudo, de muita fé, sentimento este que foi amplamente recompensado pela abundante graça do Divino Pai Eterno e isso é tudo que quero lembrar, porque sei que esse período em que caminhamos nesse deserto fortaleceu nosso amor, nosso casamento e fez de mim e de meu esposo pessoas e pais muito melhores para essa criança que é tão amada.
Por falar em AMOR, penso que se o Gabriel tivesse sido gerado em meu ventre e nos conhecêssemos desde então não haveria como amá-lo mais. O Senhor cuidou de cada detalhe e caprichou tanto que minha experiência com a maternidade não poderia ser mais plena, por vezes chego a esquecer de que não engravidei, até porque sua origem é ainda mais profunda: meu coração.
Para você que por ventura está com o coração entristecido por um sonho não realizado; para você que não consegue conter aquela vozinha que diz “mais um ano se passou sem que aquilo que anseio com toda minha alma aconteça”; para você que neste momento se encontra tentado a pensar que Deus não ouve suas orações; para você que sente o que costumo chamar de “medo do nunca”, que é aquela desilusão tão grande que chega a nos impedir de pensar que esse sonho possa vir a se realizar no futuro com medo de sofrer uma nova frustração; para você que sequer consegue sonhar e tão somente tenta conviver com sua dor... para você eu quero dizer que por anos eu me senti exatamente assim e agora estou aqui apreciando o sono do meu anjo Gabriel, do meu “milagrinho” (como sempre o chamei), sentindo tamanha emoção que meu coração transborda em lágrimas de alegria e gratidão; para você eu TESTEMUNHO que Deus não só ouviu cada uma das minhas súplicas como superou as minhas melhores expectativas; para você eu deixo essa mensagem de esperança e fé: SEJA QUAL FOR O SEU MILAGRE, ACREDITE! PORQUE O IMPOSSÍVEL É APENAS UMA DAS ESPECIALIDADES DE DEUS... GRAÇAS E LOUVORES AO DIVINO PAI ETERNO!!!

Esta foto representa minha gravidez e o momento da minha “ida para maternidade” quando estávamos indo buscar nosso bebê, a emoção estampada no meu sorriso e nos olhos repletos de lágrimas.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Deus provê, eu sei que proverá!

A tempestade vai passar - Padre Reginaldo Manzotti


Como é bom estar aqui
Em meio a tantas aprovações
Saber que posso confiar
Em meu senhor
E acreditar
Que ele nunca faltará

A tempestade vai passar
Pois sobre as ondas confiante andarei
Tribulações, vencerei
As aflições superarei
Deus prove
Eu sei que proverá

Nesse bravo mar da vida
Ventos vêm me atormentar
Nesta rocha firme e forte
Que é meu Deus
Não temerei
Nele posso confiar

O próximo artigo


Faz muito tempo que não escrevo no meu blog e estou realmente sentindo muita falta disso. Ocorre que o propósito do blog é converter em artigos tudo aquilo que escrevo no meu diário e quando chegou a hora de abordar o assunto sobre adoção eu travei... não me sentia pronta para falar abertamente sobre isso, não conseguia traduzir em palavras o turbilhão de coisas que sinto a respeito, o misto de frustração, medo, preconceito, expectativa, ansiedade e amor, um amor tão diferente que ainda não consigo explicar, porque é o amor pelo absoluto desconhecido, é um salto no escuro.
Quando se ama um filho biológico antes dele nascer, embora a criança ainda seja desconhecida, ela é fruto de nós mesmos, é parte de nós, tanto em sua aparência quanto em sua personalidade é muito provável que nos reconheçamos nesse pequeno ser e com isso teremos aquela sensação de continuidade da nossa existência inerente ao que chamamos de “descendência”.
No entanto, quando se ama um filho adotivo enquanto o espera, ama-se o absoluto desconhecido, não se sabe quando essa criança chegará, que idade exatamente terá, filho de quem será, em que condições foi gerada (certamente não nas melhores), que traços físicos terá, e, principalmente, qual será sua personalidade, que aspectos sofrerão alguma interferência hereditária, que traumas carregará consigo... enfim, como todo amor, esse também supera a razão, o entendimento, também cura e transforma, é o dedo de Deus capaz de reescrever nossas histórias, porém, esse amor exige um pouco mais de CORAGEM...
É esse meu salto que irei compartilhar no próximo artigo.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Eu quero a minha benção!

Hoje fui à Novena de Nossa Senhora Desatadora dos Nós. Emocionei-me demais com a cerimônia, especialmente com as músicas porque pareciam terem sido escritas para mim e totalmente direcionadas a cada uma de minhas angústias, chorei muito em cada música que cantei/rezei. Uma música traduziu exatamente aquilo que eu desejava falar para Deus.
Compartilho com vocês e espero que gostem.

Minha Benção - Gislaine e Milena

Necessito tanto de uma benção
Vem Senhor e sonda o meu coração
Minhas lágrimas não cessam de rolar
O meu rio de esperança desaguou
Assim como Ana fez quero fazer
O meu voto é de fé, não vou falhar
Meu clamor vai encontrar teu coração
E dizer o que eu preciso

Eu quero a minha benção
Dela eu não abro mão
Eu quero a minha benção
E eu não desisto não
Preciso da resposta
Vem Senhor me atender
Eu só vou sair daqui
Quando a benção receber

Rasgarei os céus
Tocarei em Ti
E sentirá nas mãos,
Minha lágrima cair
Posso me cansar
Mais não vou calar a minha voz
Enquanto a minha benção não chegar

quinta-feira, 21 de julho de 2011

As Portas Vão Se Abrir

Ouvi esta música a 1ª vez no dia 31/01/2009 e desde então sempre me recordo dela quando os meus sonhos desabam e Deus diz ao meu coração: “Filha, não pare agora, a tua bênção vai chegar!”.
Compartilho com vocês e espero que gostem.

As Portas Vão Se Abrir - Suellen Lima

É madrugada,
E outra vez você perdeu o sono,
Final da estrada, desabaram tantos planos, tantos sonhos...
As lutas são demais, no teu rosto vejo lágrimas rolarem, mas filho não desista de lutar...
Porque eu estou contigo a toda hora.
Eu sempre te amei, e andar sozinho nunca te deixei, nos meus braços eu te carreguei, por isso filho meu não pare agora...

As portas vão se abrir, a tempestade vai passar, a vitória vai surgir, a tua benção vai chegar, fui eu quem te escolhi e nunca vou te abandonar e nas minhas mãos você vai descansar.