quinta-feira, 21 de abril de 2011

A decisão pelo tratamento de infertilidade - Parte II

As confirmações de Deus

Começamos a questionar seriamente se deveríamos esperar tanto tempo até que nossa situação financeira melhorasse para vivermos algo que nos faria tão felizes, mas, em contrapartida, parecia uma enorme irresponsabilidade planejarmos a vinda do nosso bebê naquelas condições. Clamávamos a Deus por sabedoria e discernimento, para que nossos planos estivessem sempre de acordo com a Vossa vontade.
Muitas pessoas conseguem viver a espera pelo momento certo de forma tranquila, mas eu não era uma dessas pessoas, eu estava sofrendo demais por não me permitir sonhar com a chegada do nosso bebê para breve.
Diante dessa guerra interior, muitas coisas povoavam minha mente, eu recordei do quão graves eram nossos problemas financeiros quando a mãe engravidou da minha irmã, aquele foi sem dúvida o momento mais sofrido das nossas vidas, mas a chegada da minha irmã nos fez felizes, muito felizes, tudo ficava pequeno perto da alegria que era tê-la conosco e isso nos deu forças para lutarmos e superarmos todas aquelas dificuldades. Eu pensava no quanto Deus nos abençoou e em como nunca nos faltou nada.
Revivi mentalmente toda minha trajetória, na qual também Deus nunca me desamparou, ao contrário, sempre pude dar inúmeros testemunhos sobre a Providência Divina em minha vida, sempre tão milagrosa e inquestionavelmente exata.
Eu lembrei dos conselhos do meu primo mais velho, quando conversávamos sobre o assunto, ele sempre frisava que Deus encaminhou todas as coisas para a chegada do bebê dele e que eu não deveria esperar mais, deveria sim, confiar que Deus agiria em nossas vidas.
Recordava todo o tempo de como a gravidez da minha cunhada foi coroada por uma chuva de bênçãos, do quanto Deus havia atentado para cada detalhe, dando-nos inúmeras provas de que o Pai realmente não desampara seus filhos.
Porém, o ser humano é terrível e durante todo este debate interior eu parecia querer me convencer de que quando fosse da vontade de Deus Ele nos concederia este milagre, assim como aconteceu com a minha cunhada, já que meu cunhado tem o mesmo problema de infertilidade que o meu esposo e nunca fez tratamento.
Realmente não restavam dúvidas de que Deus está no controle das nossas vidas, mas essa resposta parecia cômoda demais, e outras palavras ecoavam em meu coração como que querendo me salvar dessa armadilha:
“Deus move o céu inteiro naquilo que o ser humano é incapaz de fazer. Mas não move uma palha naquilo que a capacidade humana pode resolver.” (Autor desconhecido)
“O milagre se dará por duas vias: Uma é minha e a outra deixo para você.” (Padre Fábio de Melo)
“Ao entrar numa aldeia, vieram-lhe ao encontro dez leprosos, que pararam ao longe e elevaram a voz, clamando: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Jesus viu-os e disse-lhes: Ide, mostrai-vos ao sacerdote. E quando eles iam andando, ficaram curados.” (Lc 17, 12-14) (grifo acrescido)
De posse dessas palavras eu refletia que Deus age em nossas vidas de forma diferente da que age na vida dos meus cunhados, porque nós temos à disposição tudo que precisamos para fazermos o tratamento, plano de saúde, médicos, hospitais etc., sendo assim, não seria essa a nossa parte no milagre?
A partir disso passei a ver os fatos por outro ângulo. A opção por não fazer tratamento, de certa maneira, fazia as vezes de um método anticoncepcional, e eu rezava pedindo, implorando, para que Deus agisse em minha vida, mas ao mesmo tempo segurava firme em minhas mãos as rédeas da situação.
Nesse momento, eu refletia também sobre o texto de Dom Orlando Brandes, no qual ele chama atenção para o fato de que:

Homem e mulher precisam ser educados dentro dos valores favoráveis à vida, em contraponto à “imposição” da sociedade de propagar somente os métodos artificiais e de priorizar o bem-estar material antes da chegada dos filhos. Não podemos concordar com este pensamento, com este consumismo, que diminui a gravidez e coloca o filho quase que no final do planejamento da vida do casal. Precisamos reeducar o coração das pessoas.

Conversando sobre toda essa turbulência de pensamentos com minha mãe, ela me disse algo que também chamou muito minha atenção: “A vida não dá garantias de nada”. Assim, da mesma forma que hoje a minha situação financeira é muito ruim e pode melhorar, com a graça de Deus, também pode acontecer de daqui alguns anos, quando eu finalmente pensar que está tudo preparado para a chegada do bebê e, no entanto, surgirem novas tribulações.
“Meu justo viverá da fé.” (Hb 10, 38) “A fé é o fundamento da esperança, é uma certeza a respeito do que não se vê.” (Hb 11, 1)
A fé não obedece à razão! Se a fé pudesse ser provada racionalmente não seria fé, seria ciência.
Conversando sobre tudo isso com o meu esposo, chegamos à conclusão de que daríamos sim esse passo em direção ao nosso bebê, faríamos esse gesto concreto de fé, demonstrando que Deus está realmente no comando de nossas vidas. Faríamos a nossa parte no milagre.
“A condição para um milagre é a dificuldade, mas para um grande milagre é a impossibilidade.” (Angus Buchan, O Fazendeiro de Deus)
Dia 07/12/2009 – Decisão definitiva por engravidar: faríamos tratamento de infertilidade!

A decisão pelo tratamento de infertilidade - Parte I

O sonho X a realidade

Embora o meu esposo desejasse ter o nosso bebê tanto quanto eu, e embora esse filho sempre estivesse em nossos planos, foi muito difícil partirmos efetivamente para um tratamento de infertilidade. Isso porque somos muito cautelosos e, como a maioria dos pais, temos grandes sonhos para nosso filho, de forma que queremos que tudo seja perfeitamente preparado para a chegada dele. Assim, achávamos que, quando o momento certo chegasse, Deus nos concederia esse milagre.
Hoje percebo que, na realidade, nós não queríamos ser responsáveis pela decisão por engravidar caso o momento não fosse o adequado, então deixávamos a cargo de Deus. Não tentávamos efetivamente engravidar, apenas não evitávamos a gravidez.  
A fé move montanhas sim! Deus faz que a estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos (Sl.113.9). Porém, temos que ter em mente que a ciência também é um instrumento utilizado por que Deus para realizar seus milagres, cabe a nós fazermos nossa parte.
Casamo-nos em 2007. Esse ano foi bastante conturbado, os preparativos para o casamento geram grande ansiedade, meu trabalho era excessivamente estressante, cursava pós-graduação e inglês, tudo isso somado aos nossos inúmeros problemas familiares, eis a receita para uma crise de estresse. Por graça de Deus fui aprovada num concurso, em dezembro de 2007, em virtude disso,  mudamos de cidade e de vida.
No início de 2008, compramos nosso apartamento e mobiliamos, foi um verdadeiro milagre e a realização de um grande sonho. Para coroar essa felicidade, decidimos que era o momento do nosso bebê chegar.
Transcorrido o prazo de um ano de tentativas, que os médicos consideram normal, fizemos vários exames, até descobrirmos que o meu esposo tinha varicocele e que, muito provavelmente, seria necessário submeter-se a uma cirurgia.
Concomitantemente à descoberta dessa possível causa de infertilidade, começamos a enfrentar um problema financeiro terrível, isso porque nós tínhamos que honrar com o financiamento do nosso apartamento e os aportes anuais devidos à Construtora, porém, meu esposo havia ficado desempregado, todas as nossas economias estavam investidas em fundos de ações da bolsa de valores, que entrou em queda livre devido à crise mundial de 2008, foi então que decidimos nos tornarmos sócios do meu pai, para que unindo forças superássemos todos os efeitos daquela crise.
Infelizmente, essa decisão nos rendeu a maior decepção das nossas vidas, a maior ferida que poderia ter sido aberta em nossos corações e um prejuízo financeiro muitas vezes maior do que podíamos suportar.
Cheguei ao fundo do poço, fiquei doente, mas Deus como sempre me carregou no colo e me deu forças para erguer a cabeça e colocar um plano de recuperação em prática: negociei todas as dívidas, consegui mais um emprego para incrementar nossa renda e meu esposo também conseguiu um emprego. Enfim, fizemos tudo que podia ser feito para deixar mais acessível o pagamento, a partir daí era trabalhar duro e esperar que Deus operasse mais esse milagre em nossas vidas.
Uma das coisas que mais fez meu coração sangrar com toda essa situação, além da decepção com o meu pai, foi o fato da chegada do nosso bebê parecer ainda mais distante, já que não tínhamos coragem de seguir com o tratamento porque nossos compromissos financeiros acabariam somente em 2012, e não conseguíamos imaginar nosso filhinho chegando em meio a toda essa tribulação, isso afrontaria tudo que sempre sonhamos para ele.
Diante de tantas dúvidas, eu consagrava a Deus constantemente esta oração:

Paizinho querido, por intercessão da Mãe do Perpétuo Socorro, eu entrego em suas mãos todos os meus sonhos, todas as minhas angústias e medos. Meu coração tem me pedido o tempo todo para ser mãe, tenho pensado nisso constantemente, e o Senhor sabe do desejo profundo e dos sonhos que sempre alimentei, mas mil pensamentos povoam minha mente, porque além do problema de fertilidade do meu esposo, preocupo-me com nossa situação financeira, temos compromissos seríssimos que não sei como vamos adimplir e questiono-me como poderemos prover as necessidades do nosso bebê. Nossa família mora muito longe e penso também em como poderei trabalhar, perturba-me o fato de deixá-lo em uma creche, penso em como farei se ele ficar doentinho, temo também pelos meus estudos, pois mesmo sem um filho já não tenho conseguido organizar meu tempo e tampouco pagar um cursinho. Oh, Mãe! a Senhora conhece bem todas as aflições de uma mãe com a segurança, o conforto, a saúde e a educação dos filhos, eu desejo alcançar a graça de conseguir suprir todas essas necessidades sem que para isso seja necessário sacrificar o amor e a atenção, assim, Vos imploro, Maria, que vá à frente e prepare todas as coisas para que tudo concorra para o bem e para a felicidade de nossa família, com chegada do nosso bebezinho.

domingo, 13 de março de 2011

Desencana que engravida

Estive refletindo sobre o destino e a fé, porque a frase que mais ouço como treinante é: “no momento certo Deus mandará seu bebê”, porém, esta frase não me consola e sim me aterroriza porque faz com que eu me sinta extremamente impotente, como se houvessem data e hora marcadas para a chegada do nosso bebê e nada pudesse ser feito a respeito, meu coração se recusa a aceitar isso porque eu creio num Deus de amor supremo que a qualquer momento pode se compadecer da nossa espera, ter misericórdia de nós e nos conceder nosso milagre.
Eu acredito em destino, acredito que talvez possamos nascer predestinados a passar por determinadas coisas, mas também acredito que as nossas atitudes e a nossa fé é que vão determinando dia a dia os acontecimentos, nada é imutável. Se houvesse um livro em que Deus já tivesse escrito toda nossa história de forma absolutamente rígida, de que valeriam nossos esforços, nossa luta e, sobretudo, nossa fé? Bastaria que sentássemos e esperássemos de braços cruzados. Então, se Deus nos deu a liberdade de buscar os nossos sonhos e se nos concedeu um canal de comunicação com Ele tão poderoso como a oração é porque Ele quer nos atender, Ele quer nos ajudar a alcançá-los o mais breve possível. Eu creio nisso e tomo posse do nosso milagre!!!
Justamente por ir ao encontro com este meu pensamento é que me chamou muita atenção a matéria “Desencana que engravida”, publicada pela Revista Fértil: a primeira revista sobre fertilidade e reprodução assistida do Brasil.

Matéria:
Desencanar² [Corrupt. de desencarnar, poss.] Bras. Gír. V.t.i. 1. Desencarnar (3) Int. 2. Despreocupar-se, desapoquentar-se; tranqüilizar-se; desligar-se. Fonte: Dicionário Aurélio.
Uma das frases mais comuns de se ouvir é “ah, relaxa! Quando você menos espera é que acontece!”. Para qualquer situação em que você quer muito algo, essa frase está entre as mais ouvidas. Eu não fiz nenhuma estatística na ponta do lápis, admito, mas durante as minhas pesquisas pude notar que pelo menos 9 entre 10 mulheres, que estão tentando engravidar, ouviram essa frase e tem muita raiva dela. A pergunta que fica é: como não se preocupar, não se apoquentar, tranqüilizar-se ou desligar-se quando o que você mais quer, não acontece? Por isso, a Fértil foi atrás de orientações, para tentar encontrar os outros sentidos para esse tal de “desencanar”.
• Antes de tudo, vale lembrar que para uma mulher ser considerada infértil é necessário que em 12 meses de menstruações e relações sexuais regulares não haja gravidez. E que entre os 25 e 35 anos, a mulher tem cerca de 75% de não engravidar. Ou seja, até mesmo entre as mulheres que estão no auge da idade fértil, as chances são mais remotas do que se imagina. “A mulher só deve se preocupar com o problema quando ele realmente aparece. Não deve se adiantar ou pensar no pior”, lembra a Dra. Karen De Pauw, esterileuta do projeto Alfa, de São Paulo. Portanto, desencanar é não ter pressa.
• Desencanar não significa esquecer o assunto. Significa saber lidar de forma controlada com ele. Esperar a gravidez cair do céu, não adianta. Se a gravidez não veio, tem que partir para a ação! O casal precisa fazer exames, analisar a melhor opção de tratamento, conhecer suas limitações, para então poder começar a se dar por vencido. Logo, é importante não confundir desencanada com descompromissada.
• Não dê bola para as pressões externas e internas. “A cobrança, na maioria das vezes social, para que a mulher “desencane” deixam-na ainda mais culpada por não conseguir engravidar. E essas frustrações, somam-se a outras, que acabam prejudicando sua auto-estima e feminilidade”, destaca a psicóloga Luciana Leis, de São Paulo. Ser desencanada é ter ouvido seletivo.
• A tensão pode ter um sério impacto sobre o seu organismo. “Vamos pegar um exemplo fácil: quantas vezes estamos programando uma viagem e a menstruação desce bem no dia que vamos viajar? Sendo que você tinha certeza que não ia descer de jeito nenhum! Se houve uma mudança na sua ovulação só por causa de uma viagem, imagina para engravidar?”, lembra a Dra. Karen De Pauw. E a situação pode ficar ainda pior: “Há pacientes que passam a ter insônia, não conseguem se concentrar no trabalho, não se permitem nenhum tipo de lazer ou diversão e vivem em função desse pensamento obsessivo por engravidar”, diz a psicóloga. Sendo assim, desencanar é administrar sua ansiedade.
• A mente tem um enorme poder sobre o que queremos. Então tente identificar motivos psicológicos que podem estar interferindo no bom andamento das suas tentativas de gravidez. “Algumas mulheres com problemas de auto-estima podem acreditar, por exemplo, não serem capazes de gerar uma criança perfeita, ou então, não conseguirem cuidar de um bebê. Casos onde existe uma relação muito conflituosa com a mãe podem também atrapalhar esse processo pelo medo de ser como a mãe. Ou ainda, a mulher pode idealizar tanto a maternidade, que ela acaba se tornando inatingível”, destaca a psicóloga. Não se esqueça: Desencanar é não boicotar-se.
• O homem tem um papel fundamental nas tentativas para engravidar. Ele tem que ser companheiro, tem que deixar a companheira saber que ele está com ela para o que der e vier. “Se a mulher é mais ansiosa, não adianta ficar controlando o ciclo e perguntando se a menstruação já veio. E se não veio, ficar com aquela cara de “XIIIIII!!!!”. Se ela é mais tranquila não adianta ficar cobrando mais atitude. ELE pode fazer isso, por que não?”, destaca a esterileuta. Além disso, de acordo com a psicóloga Luciana Leis, a nossa sociedade ainda é muita machista e faz com que grande parte dos homens se sinta frustrado e responsável pela não gravidez. Algo como “não sou tão viril quanto eu achava que era”, o que acaba atrapalhando ainda mais as tentativas ou os tratamentos. Lembre-se: um homem desencanado é um homem tranqüilo e pode valer mais do que mil FIVs, inseminações, etc.
• Se realmente há um impacto sobre a mulher que desencana, COMO fazer isso?! Para a Dra. Karen De Pauw, não há receita: “Não há dúvidas de que realmente existe o impacto, porém não há como fornecer uma fórmula para diminuí-lo. Mas fica a dica: decidir por um tratamento é uma forma de “desencanar”. Dividir a responsabilidade da gravidez com uma equipe médica dá mais leveza ao casal, permite que eles retomem a vida de volta, principalmente a sexual”. Desencanar, então, é conhecer a parcela de responsabilidade de cada um.
• Conclusão: “desencanar” é mais do que despreocupar-se, desapoquentar-se; tranqüilizar-se; desligar-se , como define o dicionário. É estar ciente que você e seu companheiro fizeram de tudo para que aquele sonhe virasse realidade. Um bom exemplo é quando casais, após o tratamento, adoção ou desistência engravidam espontaneamente. É viver além da busca de ter um filho. Nas palavras da psicóloga Luciana Leis: “É importante que o casal possa “fertilizar” a sua vida para que o bebê possa chegar”.
FLESCH, Cecilia. Desencana que engravida. Revista Fértil[s.l.], a. 1, v. 3, 2010.

Para quem perdeu alguém

Eu assisti ao novo DVD do Padre Fábio de Melo, “Iluminar”, e chorei que me acabei... o show é muito emocionante e tocou profundamente meu coração, em especial o seguinte trecho:
“Não há nada que possa nos separar de Deus, não há nada, e o motivo é um só, Deus nos ama e quem ama não abandona, quem ama não trai, quem ama não esquece, quem ama não nos deixa de lado. Por isso eu gostaria de lhe dizer hoje que, ainda que o seu coração não perceba e não sinta, Deus cuida de você”. (grifo acrescido)
Além dessa mensagem, uma música tocou meu coração de uma forma tão intensa que eu não continha os soluços.
Graças a Deus nunca sofri nenhuma perda trágica, porém, quando ouvi esta música pensei em todos os milagres que não vi acontecer, e pensei, principalmente, em todas treinantes que sofrem abortos e amargam uma dor indescritível por isso, eu me comovo muito com esses casos.  Por isso gostaria de compartilhar com vocês. Grifei as partes que mais me tocaram e espero que gostem.


Jesus, Meu Deus Humano -
Padre Fábio de Melo

Não, eu não vi a sua cura se cumprir
Eu não vi o seu milagre acontecer
Nada que eu pedi a Deus aconteceu


É... Vou tentando achar o rumo por aqui
Vou reaprendendo ser sem ter você
Descobrindo em mim o que você deixou

Grito seu nome
Desejoso de resposta
Quando vejo a mesa posta
E seu lugar sem ter ninguém

Mas nessa ausência
Sei que existe outra presença
Uma força que sustenta
E que me faz permanecer... de pé


É Jesus, meu Deus humano
Meu Deus humano
Que conhece a dor de ver partir a quem se ama
Que chorou de saudade
Que sofreu por seus amigos
E que esteve ao meu lado
Quando eu vi você partir

É Jesus, meu Deus humano
Meu Deus humano
Que conhece a dor de ver partir a quem se ama
Que chorou de saudade
Que sofreu por seus amigos
E que não me abandona
Quando eu não sei compreender


Por que você partiu
Por que você se foi
E porque o milagre não se deu como eu pedi

Não, eu não vou perder a fé nem desistir
Foi você que me ensinou antes de ir
Vou vivendo assim, conhecendo o coração
Que você fez pulsar em mim